Pesquisar neste blog

domingo, 25 de novembro de 2012

Projeto de formação continuada para professores e demais profissionais da educação




“A  MENTE  QUE  SE  ABRE   A   UMA   NOVA  IDEIA  JAMAIS  VOLTARÁ  AO    SEU   TAMANHO   ORIGINAL”.
                                                                                                                                   ALBERT EINSTEIN

1.    IDENTIFICAÇÃO

Instituição: Escola Polo Municipal Carlos Chagas, extensão José Honorato da Silva e
 Centros de Educação Infantil


Município: Mundo Novo -  MS        

Idealizadora do Projeto:
Adriana Oribes de Souza Dias: Pedagoga; Psicopedagoga; Especialista em Educação Infantil, Pré-escola e Alfabetização; Especialista em  Gestão Escolar;  e Especialista em Metodologias e Gestão para Educação a Distância.

Responsáveis e participantes do projeto:
·         Secretaria de Educação
·         Direção
·         Coordenação Pedagógica
·         Orientação Educacional
·         Psicopedagogo
·         Professores
·         E demais profissionais da educação


2. TÍTULO
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Sabemos que o construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. Esta concepção do conhecimento e da aprendizagem deriva, principalmente, das teorias da epistemologia genética de Jean Piaget e da pesquisa sócio histórica de Lev Vygotsky, que parte da ideia de que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada.
Nesta concepção, o conhecimento não se traduz em atingir a verdade absoluta, em representar o real tal como ele é, mas numa questão de adaptação do organismo a seu meio ambiente.
 Assim, o sujeito do conhecimento está o tempo todo modelando suas ações e operações conceituais com base nas suas experiências.
O próprio mundo sensorial com que se depara é um resultado das relações que se mantém com este meio de atividade perceptiva para com ele, e não um meio que existe independentemente.
Com isso, entendemos que a criança constrói o conhecimento a partir de suas des­co­ber­tas, quando em con­tato com o mundo social e com os objetos. Partindo deste princípio, não adianta ensi­nar a um aluno algo que ele ainda não tenha con­di­ções inte­lec­tuais de aprender. Ou seja, o tra­ba­lho de edu­car não deve se limitar a trans­mi­tir con­teú­dos, mas a favo­re­cer a ati­vi­dade men­tal do aluno. Na fase do aprendizado a criança não necessita apenas de assi­mi­lar con­cei­tos, mas sim de gerar ques­tio­na­men­tos sobre tudo o que a cerca para que, por meio de suas investigações consiga  ­ampliar e ordenar as ­ideais.
 Mais importante do que ensinar é saber como o aluno aprende, partindo desta ideia e de acordo com Emília Ferreiro o sujeito que chega à escola já possui um notável conhecimento da língua materna. Vive em um mundo de escrita e pensa sobre o processo da escrita. O processo da aquisição da linguagem precede aos limites escolares. O ponto de partida de toda aprendizagem é o aprendiz. O ponto de partida são as condições em que se encontra o sujeito no momento de receber o ensino, ao invés de começar preocupações com o que se quer  que o aluno aprenda.

A escrita é um sistema de representação da linguagem. Leitura é interpretação. O conhecimento que temos sobre um objeto não é o objeto; são a nossa maneira de representá-lo e interpretá-lo. O conhecimento que o sujeito tem da leitura e da escrita não equivale ao conhecimento convencional.
O sujeito possui hipóteses originais não ensinadas pelos adultos ou pelos professores. É um ser que procura aprender através de suas ações efetivas e mentais sobre o objeto da escrita, tenta compreender a natureza da língua e investiga tudo o que acontece a sua volta.


“O fundamental na aprendizagem é a ação do sujeito, a ação de pensar sobre o objeto do conhecimento. Aprender pensando. A aprendizagem é principalmente exploração e descoberta”.

O professor é um pesquisador, organizador de experiências que possibilita o encontro do sujeito que pensa com o objeto do conhecimento. Também organiza situações funcionais e significativas para estimular e facilitar a aprendizagem de seu aluno tanto na leitura/escrita quanto no cálculo. Organiza atividades, observa, testa seu referencial teórico na sala de aula, observa o processo de construção de pensamento do aluno, oferece materiais que sabe que vai complementar os saberes de seu aluno dando-lhes reais oportunidades de leitura, escrita e cálculo, sabe que é em um contexto alfabetizador que seu aluno irá se desenvolver e praticar o que aprendeu em sua vida cotidiana.

4. JUSTIFICATIVA
 Para que um professor possa desenvolver um ensino com qualidade e eficácia não basta ter somente uma graduação ou especialização. Hoje o profissional de educação precisa se aperfeiçoar o tempo todo para que tenha os saberes necessários ligados à teoria e prática, que abordem temas atuais sobre educação e que tais conhecimentos satisfaçam a curiosidade de seus alunos.
É importante que a partir da reflexão sobre a prática docente se faça uma leitura crítica da prática social de ensinar, partindo da realidade existente, realizando um balanço e revisando o que realmente seja necessário para que aconteça um ensino pautado nas necessidades dos alunos. Para que isso ocorra se faz necessário articular uma formação continuada com todos os professores juntamente com os demais professionais da educação na qual sejam abordado temas de acordo com a realidade das escolas e da comunidade local.
 Também se faz necessário considerar a importância do professor em relação ao seu trabalho, pois ao trabalhar em sala de aula com seus alunos os conhecimentos abordados transcendem da sala de aula e perpassam por todos os âmbitos da sociedade, pois ao mesmo tempo em que o aluno  aprende também age sobre esse conhecimento modificando-o de acordo com suas necessidades.
Cabe ao professor e demais profissionais da escola orientar seus alunos, direcionando-os em seus estudos para que se apropriem do saber e saibam fazer o uso social da leitura e da escrita, que também saibam interpretar o ambiente onde vivem de acordo com a realidade local, para que futuramente sejam cidadãos conscientes, que, além de aceitos no mercado de trabalho também contribuam para a evolução da sociedade, levando conhecimento e cultura que foram adquiridas em todo o seu processo educativo.

5. DESENVOLVIMENTO
Este projeto de formação continuada será direcionado aos diretores, coordenadores, orientadores, professores e demais profissionais da educação que atuam na rede municipal do município de Mundo Novo – MS.
Será desenvolvido com intuito de contribuir com o processo de ensino-aprendizagem, visando conhecimentos e estratégias diferenciadas que apontem falhas e ao mesmo tempo correção dos processos de ensino.
Serão realizados encontros mensais nos quais todos os interessados por educação darão o seu parecer, contribuindo na busca de subsídios que facilite o trabalho do professor, enriquecendo suas aulas e oferecendo maiores condições educacionais para seus alunos.
No decorrer do encontro os profissionais de educação preencherão  fichas que serão entregues no início de cada encontro e recolhidas ao término dos mesmos,  com objetivo de avaliar, contribuir e questionar para que os assuntos abordados sejam aproveitados da melhor maneira possível em prol de uma educação de qualidade em nosso município.
 Cada encontro acontecerá da seguinte forma:
Em primeiro momento por meio de estudos, palestras, slides, pesquisas, leitura das mais variadas fontes sobre educação, bem como do PPP da escola, das legislações vigentes - LDB, PCN, RCNEI e demais materiais condizentes com a escola e/ou  oferecidos pelo MEC.
Posteriormente por contribuições, questionamentos e encerramento com avaliação.
A formação profissional não consiste apenas em ouvir palestra ou fazer determinados cursos. Pelo contrário, ela é um processo contínuo e progressivo, onde, a aprendizagem vai acumulando conhecimento e este sendo transformado em práticas bem sucedidas.

A leitura de bons livros, filmes oportunos, entrevistas, espetáculos memoráveis ou uma simples roda de conversa permite que se construa um profissional melhor habilitado para se trabalhar, principalmente em educação.

Foi pensando nesta multiplicidade de saberes que objetivamos realizar um projeto de formação continuada mensal, onde os saberes se complementem e que aborde teorias pertinentes à formação integral dos professores com o intuito de expandir seus conhecimentos para melhor atenderem seus alunos.
O Projeto de Formação Continuada de Professores do município de Mundo Novo vem ao encontro das necessidades locais, e será desenvolvido em etapas simultâneas de modo a repensar a educação municipal como um campo de trabalho, maleável e contextualizado.

 6. OBJETIVO GERAL
 Desenvolver e oportunizar momentos em que se possa por meio de estudos e pesquisas avaliar a educação escolar local, reformulando os planejamentos com intuito de contribuir com o processo de ensino-aprendizagem, visando conhecimentos e estratégias diferenciadas que apontem falhas e ao mesmo tempo correção dos processos de ensino da rede municipal de Mundo Novo MS.

  6.1  OBJETIVOS ESPECÍFICOS
discutir a importância que a formação continuada tem para a prática docente identificando as múltiplas possibilidades de formação  disponíveis hoje;
• trabalhar a ideia de que os professores são produtores de saberes, que se desenvolvem a partir de sua própria prática, e que a reflexão sobre esses saberes realimenta as práticas futuras;
• discutir o conceito de desenvolvimento profissional como articulador do conjunto de atividades desenvolvidas pelos professores quer seja no campo da atuação ou da formação;
• Estudar e debater teorias, legislações e demais conteúdos que o MEC apresenta referente à educação básica;

• Enriquecer as propostas metodológicas e de trabalho dos docentes da educação básica a partir de estudos teóricos sobre educação;

• Analisar a realidade educacional local e a aplicabilidade das teorias e práticas da educação no contexto escolar;

• Oportunizar vivências pedagógicas, de acordo com uma metodologia dialética na construção do conhecimento por meio de formação continuada;

 7.  CARGA HORÁRIA
8 horas mensais desenvolvidas em um único dia, sendo 4 horas no período matutino e 4 horas no período vespertino.

8. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES
Período Matutino
Das 07h00min as 11h00min
Período vespertino
Das 13h00min as 17h00min – sendo que das 15h00min as 17h00min será reservado para as contribuições, questionamentos e avaliação de acordo com as fichas entregues no início do evento.

9.  CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
Ao término de cada encontro haverá um momento específico para que todos tenham a oportunidade de avaliar, questionar e contribuir com assuntos pertinentes à educação, a fim de fazer correções para melhor estruturar os próximos encontros.

10. RESULTADOS ESPERADOS
   10.1 Alertar todos os profissionais da educação municipal do Município de Mundo Novo – MS que somente com uma educação aberta que esteja sujeita a mudanças e por meio da troca de informações é que poderemos construir uma educação de qualidade que seja pautada nas necessidades de nossos alunos dando oportunidades para que os mesmos tenham um aprendizado satisfatório e um melhor convívio em sociedade;
   10.2 Conscientizar os professores municipais e demais profissionais da educação que somente uma graduação e especialização não lhes proporcionarão conhecimentos necessários para desenvolverem um trabalho de qualidade com seus alunos;
   10.3 Perceber que a cada dia a sociedade apresenta mudanças em todos os seus setores que se caracteriza tanto por fatores tecnológicos como politico, social ou econômico e para que se possa realmente desenvolver um trabalho condizente com a realidade do momento e que supra as necessidades dos alunos urge a necessidade de informação e reflexão sobre o fazer pedagógico;

  10.4 Efetivar a formação de professores com qualidade e consistência teórica.

11. RECURSOS NECESSÁRIOS
·           PCN
·         RCNEI
·         LDB
·         Rádio
·         CD, DVD
·         Computador/internet
·         Datashow
·         Papel bobina
·         Pincel atômico
·         Pincel para quadro branco


12. PARCERIAS PREVISTAS
·         Secretaria de Educação
·         Diretores
·         Coordenadores
·         Orientadores
·         Professores
·         Demais profissionais de educação do município de Mundo Novo – MS

13. REFERÊNCIAS
 FERREIRA Emília; TEBEROSKI, Ana – Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre. Artes Médicas

LA TAILLE, Yves de; KOHL, Marta O.; DANTAS, Heloysa. Piaget, Vigotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Pensar a Educação: Contribuições de Vygotsky. In: Piaget-Vygotsky: novas contribuições para o debate. São Paulo: Ática, 1988

PIAGET, J. A construção do real na criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970.

PIAGET, J. O nascimento da inteligência na criança. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Zahar, 1970.

Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil - RCNEI

Parâmetros Curriculares  Nacionais - PCN

Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB


                                                          
Projeto de formação continuada para professores e demais profissionais da educação do município de Mundo Novo - MS
                       




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Educação a Distância – trabalho mútuo, dedicação e compromisso





 Resumo 

Para que uma Instituição de Ensino Superior possa desenvolver sua função na íntegra, temos de levar em consideração seus diversos setores subdivididos em seções para que cada departamento de acordo com suas especificidades e peculiaridades possa realizar um trabalho de qualidade em equipe e assim cada qual cumprir com seus compromissos e objetivos. Em primeiro momento quando pensamos em uma universidade, vem a nossa mente uma estrutura de concreto com algumas pessoas que circulam de um lado para outro. Porém uma Instituição de Ensino se faz com trabalho mútuo, dedicação e compromisso em prol de uma educação de qualidade na qual sua principal meta e objetivo é emancipar o aprendiz desenvolvendo lhe habilidades e competências para também participar efetivamente da vida em sociedade e consequentemente inseri-lo no mercado de trabalho.   Portanto quando se fala em Educação de Qualidade devemos perceber as diversas funções deste contexto, porém, para que isso ocorra, temos de ter a sabedoria de que o todo, coeso, é muito mais que a soma das partes, ou seja, o trabalho em conjunto, em sintonia é como se fosse uma sinfonia agradável e não somente um instrumento produzindo um som isoladamente.


Palavras-chave

Trabalho mútuo, dedicação e compromisso


 Introdução 

A Educação a Distância foi idealizada, organizada e é focada para oferecer uma educação de qualidade no processo de ensino- aprendizagem na qual o estudante tem a oportunidade de expandir seus conhecimentos de acordo com a função que pretende exercer no mercado de trabalho.  Esta modalidade educacional é flexível, trabalha com os mais variados tipos de tecnologia e mídias, bem como com as TIC – Tecnologias de informação e Comunicação e de modelos pedagógicos e gerenciais que possibilitam sua expansão e a qualidade dos serviços educacionais . Oferece tanto materiais didáticos  impressos  quanto ferramentas  tecnológicas  bem como o ambiente virtual de aprendizagem (ava) que dispõe de diversas atividades síncronas e assíncronas  sempre com a mediação de um professor  tutor  preparado para desenvolver uma didática que possibilite a  esclarecer todas as dúvidas do estudante.  Outro fator importante é que esta modalidade oportuniza e atende as expectativas de um público alvo que não teria oportunidades de evolução educacional, econômica, política e social, pelo fato de morar em regiões remotas. Sendo assim, este estudante tem a mesma oportunidade dos que estudam em instituições presenciais e ainda conta com interações entre os colegas de curso de diversos lugares, tutores e toda a estrutura do curso levando-o a organizar seu próprio tempo e espaço para desenvolver suas atividades, concluir seu curso e dar continuidade em  especializações, mestrado ou doutorado e consequentemente  à sua autonomia intelectual.


 Fundamentação teórica e discussão 

A gestão da modalidade de educação e distância depende de vários fatores para que possa responder as expectativas almejadas pela instituição. Quando se fala em referenciais de qualidade para a educação superior à distância, gestão da aprendizagem, mediação pedagógica, autoavaliação e muitas outras expressões que condizem com educação à distância pensaramos em partes isoladas, porém estes tantos fatores se unificam para compor uma informação que por meio dos diversos tipos de comunicação tecnológicas ou impressas serão oferecidas aos alunos, que  poderão fazer uso desses materiais produzir conhecimentos e evoluírem intelectualmente utilizando diversos tipos de tecnologias e mídias (TIC).
Para que a EaD possa desempenhar sua função precisa estar em consonância com a legislação vigente. Deve também preocupar-se com o modelo pedagógico que seja adequado à realidade da instituição e estar estreitamente inter-relacionada com as principais características da EaD no momento, tendo o entendimento de quais são as mídias e os fundamentos da gestão para a educação a distância. Portanto podemos frisar que a EaD está amparada por uma legislação e portanto tem um respaldo legal.
Existem fatores que devem atender as especificidades das disciplinas/módulos, pois cada uma das áreas deve receber uma atenção diferenciada, portanto acarreta tarefas específicas, ou seja, funções e processos diferenciados. Porém essas distâncias existentes entre as diversas áreas se inter-relacionam e se fundem ao final do processo, pois o conhecimento é construído partindo das experiências diferenciadas que se complementam formando o todo unificado. Esse conhecimento significativo é pautado na teoria e na prática, no ensinar e no aprender. Muitas vezes nos questionamos como se aprende e como se ensina, como devemos direcionar os conhecimentos prévios dos alunos, as perguntas mais frequentes são: O que ensinar? Por que ensinar? Para quem ensinar?  Porém existem estudiosos que dizem que ninguém ensina ninguém. O ato de aprender ou não aprender está no próprio aprendente. Existe uma palavra que justifica essa aprendizagem,  é a “volição”, vontade consciente de aprender, ou seja, aprenderei porque quero adquirir conhecimento e normalmente a volição caminha juntamente com a autonomia. Quando o estudante é organizado, disciplinado e autônomo, basta uma simples mediação para que consiga executar sua tarefa ou sanar suas dúvidas,  o mediador é o elo entre o estudante e o conteúdo, porém esta mediação pode ser realizada de várias maneiras quando realmente se quer aprender. Uma das maiores fontes de mediação são os materiais didáticos  impressos e as ferramentas e atividades tecnológicas que a EaD oferece.  Para que tenhamos certeza se nosso objetivo foi alcançado ou não, nada melhor que a autoavaliação, pois esta  nos proporciona um feed back, que por meio deste podemos aferir nosso conhecimento e perceber onde nos perdemos no caminho do processo e iniciá-lo novamente, porém desta vez sabendo onde houve a defasagem. A autoavaliação serve como uma ferramenta de controle de qualidade tanto para o estudante, quanto para toda a instituição, ela trabalha com o holístico, sendo assim, com o “todo”.


 Considerações finais
Devemos ter em mente que para que uma instituição de ensino possa atender as necessidades e demandas educacionais deve desenvolver um trabalho coeso juntamente com todos os departamentos e/ou setores que a compõe. Lembrando que a satisfação do aluno em estudar nesta instituição se refletirá em seu desempenho e conhecimento. As características da instituição deve atender a sua clientela e principalmente a realidade local, dando oportunidades para que os estudantes ao término de seu curso tenham realmente abstraído todo o conhecimento que lhe foi proposto desde o início, deixando-o confiante para dar continuidade aos seus estudos em busca de especializações e aperfeiçoamento em sua área profissional e ainda elevar o nome da instituição de ensino onde estudou.


Referências

ANTOLI, V. B. A didática como espaço e área do conhecimento:
fundamentação teórica e pesquisa didática. In: FAZENDA, I. C. A. Didática e
interdisciplinaridade. São Paulo: Papirus, 2005.

BITTENCOURT, D.; ROESLER, J. A autoavaliação institucional para a
gestão e o desenvolvimento da IES. IX Colóquio Internacional sobre Gestão
Universitária na América do Sul. Florianópolis: Inpeau/Ufsc, 2009. Disponível em:
<http://www.inpeau.ufsc.br/wp/wp-content/BD_documentos/coloquio9/IX-1057.pdf>.

BRASIL. Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961. Lei de diretrizes e bases da
educação nacional. DOU, Brasília, 27 dez. 1961.

______. Portaria nº 301, de 7 de abril de 1998. DOU, Brasília, 9 abr. 1998b.

DEMO, P. Educação de qualidade. 6. ed. São Paulo: Papirus ,2001.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1987.

GOMES, A. C.; GHIRALDELLI JÚNIOR, P. [Educação virtual]. O Estado de São Paulo,
São Paulo, 29 nov. 2006. p. A2.

LIBÂNEO, J.C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

LUCKESI, C. O papel da didática na formação do educador. In: CANDAU, V.
M. A didática em questão. Petrópolis: Vozes, 2002.


PETERS, O. Didática do ensino a distância: experiências e estágio da
discussão numa visão internacional. Tradução Ilson Kayser. São Leopoldo: Unisinos,
2001.

SARTORI, A.; ROESLER, J. Educação Superior a Distância: gestão da
aprendizagem e da produção de materiais didáticos impressos e on-line.
Tubarão: Unisul, 2005.

SPANHOL, F. J. Critérios de avaliação institucional para polos de educação a
distância. 2007. 149 f. Tese (Doutorado) – Centro Tecnológico, Universidade Federal
de Santa Catarina. Florianópolis, 2007.

VIANNEY, J.; TORRES, P.; SILVA, E. A universidade virtual no Brasil. Caracas:
Unisul, 2003.

VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo:
Martins Fontes, 2001.



terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONEXÃO ENTRE PAULO FREIRE E A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA



CONEXÃO ENTRE PAULO FREIRE E  A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 Existe uma conexão entre a pedagogia de Paulo Freire e a proposta da Educação a Distância, se analisarmos o pensamento freireano observaremos que todos os seus textos e obras se pautam na interação, diálogo, autonomia, colaboração, participação, conscientização e produção por parte do aprendente, tendo o ensinante como um mediador/facilitador.
  A Educação a Distância - EaD acredita que o ser humano só consegue desenvolver habilidades e competências  a partir do momento em  que se liberta das amarras da ignorância. Sendo assim, de uma forma simples, eficaz e colaborativa aprimorou o conhecimento freireano com o uso das novas tecnologias/mídias, oferecendo uma educação de qualidade a todas as pessoas independente da distância física e temporal, desenvolvendo uma modalidade de educação a distância que tem como foco principal o aprendiz  priorizando-o e  concebendo-o  como parte integrante do processo de ensino aprendizagem, fazendo-o acreditar em seu potencial e assim  evoluir atuando de forma significativa e ativa em sua comunidade local/global, principalmente nas decisões políticas, sociais e econômicas  que regem nosso país.



Nome completo
Paulo Reglus Neves Freire
Nascimento
Morte
2 de maio de 1997 (75 anos)
São Paulo
Nacionalidade
Ocupação
Educador
Escola/tradição
Principais interesses
Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial[1], tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante; o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.
Descrição: http://bits.wikimedia.org/skins-1.18/common/images/magnify-clip.png
Método Paulo Freire: alfabetização pela conscientização
O Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos, desenvolvida pelo educador Paulo Freire, O método nasceu em 1962 quando Freire era diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife onde formou um grupo para testar o método na cidade de Angicos, RN onde alfabetizou 300 cortadores de cana em apenas 45 dias, isso porque o processo se deu em apenas 40 (quarenta) horas de aula e sem cartilha[1]. Freire criticava o sistema tradicional, o qual utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases criadas de forma forçosa, que comumente se denomina como linguagem de cartilha.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.