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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Educação a Distância – trabalho mútuo, dedicação e compromisso





 Resumo 

Para que uma Instituição de Ensino Superior possa desenvolver sua função na íntegra, temos de levar em consideração seus diversos setores subdivididos em seções para que cada departamento de acordo com suas especificidades e peculiaridades possa realizar um trabalho de qualidade em equipe e assim cada qual cumprir com seus compromissos e objetivos. Em primeiro momento quando pensamos em uma universidade, vem a nossa mente uma estrutura de concreto com algumas pessoas que circulam de um lado para outro. Porém uma Instituição de Ensino se faz com trabalho mútuo, dedicação e compromisso em prol de uma educação de qualidade na qual sua principal meta e objetivo é emancipar o aprendiz desenvolvendo lhe habilidades e competências para também participar efetivamente da vida em sociedade e consequentemente inseri-lo no mercado de trabalho.   Portanto quando se fala em Educação de Qualidade devemos perceber as diversas funções deste contexto, porém, para que isso ocorra, temos de ter a sabedoria de que o todo, coeso, é muito mais que a soma das partes, ou seja, o trabalho em conjunto, em sintonia é como se fosse uma sinfonia agradável e não somente um instrumento produzindo um som isoladamente.


Palavras-chave

Trabalho mútuo, dedicação e compromisso


 Introdução 

A Educação a Distância foi idealizada, organizada e é focada para oferecer uma educação de qualidade no processo de ensino- aprendizagem na qual o estudante tem a oportunidade de expandir seus conhecimentos de acordo com a função que pretende exercer no mercado de trabalho.  Esta modalidade educacional é flexível, trabalha com os mais variados tipos de tecnologia e mídias, bem como com as TIC – Tecnologias de informação e Comunicação e de modelos pedagógicos e gerenciais que possibilitam sua expansão e a qualidade dos serviços educacionais . Oferece tanto materiais didáticos  impressos  quanto ferramentas  tecnológicas  bem como o ambiente virtual de aprendizagem (ava) que dispõe de diversas atividades síncronas e assíncronas  sempre com a mediação de um professor  tutor  preparado para desenvolver uma didática que possibilite a  esclarecer todas as dúvidas do estudante.  Outro fator importante é que esta modalidade oportuniza e atende as expectativas de um público alvo que não teria oportunidades de evolução educacional, econômica, política e social, pelo fato de morar em regiões remotas. Sendo assim, este estudante tem a mesma oportunidade dos que estudam em instituições presenciais e ainda conta com interações entre os colegas de curso de diversos lugares, tutores e toda a estrutura do curso levando-o a organizar seu próprio tempo e espaço para desenvolver suas atividades, concluir seu curso e dar continuidade em  especializações, mestrado ou doutorado e consequentemente  à sua autonomia intelectual.


 Fundamentação teórica e discussão 

A gestão da modalidade de educação e distância depende de vários fatores para que possa responder as expectativas almejadas pela instituição. Quando se fala em referenciais de qualidade para a educação superior à distância, gestão da aprendizagem, mediação pedagógica, autoavaliação e muitas outras expressões que condizem com educação à distância pensaramos em partes isoladas, porém estes tantos fatores se unificam para compor uma informação que por meio dos diversos tipos de comunicação tecnológicas ou impressas serão oferecidas aos alunos, que  poderão fazer uso desses materiais produzir conhecimentos e evoluírem intelectualmente utilizando diversos tipos de tecnologias e mídias (TIC).
Para que a EaD possa desempenhar sua função precisa estar em consonância com a legislação vigente. Deve também preocupar-se com o modelo pedagógico que seja adequado à realidade da instituição e estar estreitamente inter-relacionada com as principais características da EaD no momento, tendo o entendimento de quais são as mídias e os fundamentos da gestão para a educação a distância. Portanto podemos frisar que a EaD está amparada por uma legislação e portanto tem um respaldo legal.
Existem fatores que devem atender as especificidades das disciplinas/módulos, pois cada uma das áreas deve receber uma atenção diferenciada, portanto acarreta tarefas específicas, ou seja, funções e processos diferenciados. Porém essas distâncias existentes entre as diversas áreas se inter-relacionam e se fundem ao final do processo, pois o conhecimento é construído partindo das experiências diferenciadas que se complementam formando o todo unificado. Esse conhecimento significativo é pautado na teoria e na prática, no ensinar e no aprender. Muitas vezes nos questionamos como se aprende e como se ensina, como devemos direcionar os conhecimentos prévios dos alunos, as perguntas mais frequentes são: O que ensinar? Por que ensinar? Para quem ensinar?  Porém existem estudiosos que dizem que ninguém ensina ninguém. O ato de aprender ou não aprender está no próprio aprendente. Existe uma palavra que justifica essa aprendizagem,  é a “volição”, vontade consciente de aprender, ou seja, aprenderei porque quero adquirir conhecimento e normalmente a volição caminha juntamente com a autonomia. Quando o estudante é organizado, disciplinado e autônomo, basta uma simples mediação para que consiga executar sua tarefa ou sanar suas dúvidas,  o mediador é o elo entre o estudante e o conteúdo, porém esta mediação pode ser realizada de várias maneiras quando realmente se quer aprender. Uma das maiores fontes de mediação são os materiais didáticos  impressos e as ferramentas e atividades tecnológicas que a EaD oferece.  Para que tenhamos certeza se nosso objetivo foi alcançado ou não, nada melhor que a autoavaliação, pois esta  nos proporciona um feed back, que por meio deste podemos aferir nosso conhecimento e perceber onde nos perdemos no caminho do processo e iniciá-lo novamente, porém desta vez sabendo onde houve a defasagem. A autoavaliação serve como uma ferramenta de controle de qualidade tanto para o estudante, quanto para toda a instituição, ela trabalha com o holístico, sendo assim, com o “todo”.


 Considerações finais
Devemos ter em mente que para que uma instituição de ensino possa atender as necessidades e demandas educacionais deve desenvolver um trabalho coeso juntamente com todos os departamentos e/ou setores que a compõe. Lembrando que a satisfação do aluno em estudar nesta instituição se refletirá em seu desempenho e conhecimento. As características da instituição deve atender a sua clientela e principalmente a realidade local, dando oportunidades para que os estudantes ao término de seu curso tenham realmente abstraído todo o conhecimento que lhe foi proposto desde o início, deixando-o confiante para dar continuidade aos seus estudos em busca de especializações e aperfeiçoamento em sua área profissional e ainda elevar o nome da instituição de ensino onde estudou.


Referências

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONEXÃO ENTRE PAULO FREIRE E A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA



CONEXÃO ENTRE PAULO FREIRE E  A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 Existe uma conexão entre a pedagogia de Paulo Freire e a proposta da Educação a Distância, se analisarmos o pensamento freireano observaremos que todos os seus textos e obras se pautam na interação, diálogo, autonomia, colaboração, participação, conscientização e produção por parte do aprendente, tendo o ensinante como um mediador/facilitador.
  A Educação a Distância - EaD acredita que o ser humano só consegue desenvolver habilidades e competências  a partir do momento em  que se liberta das amarras da ignorância. Sendo assim, de uma forma simples, eficaz e colaborativa aprimorou o conhecimento freireano com o uso das novas tecnologias/mídias, oferecendo uma educação de qualidade a todas as pessoas independente da distância física e temporal, desenvolvendo uma modalidade de educação a distância que tem como foco principal o aprendiz  priorizando-o e  concebendo-o  como parte integrante do processo de ensino aprendizagem, fazendo-o acreditar em seu potencial e assim  evoluir atuando de forma significativa e ativa em sua comunidade local/global, principalmente nas decisões políticas, sociais e econômicas  que regem nosso país.



Nome completo
Paulo Reglus Neves Freire
Nascimento
Morte
2 de maio de 1997 (75 anos)
São Paulo
Nacionalidade
Ocupação
Educador
Escola/tradição
Principais interesses
Paulo Reglus Neves Freire (Recife, 19 de setembro de 1921São Paulo, 2 de maio de 1997) foi um educador e filósofo brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Autor de “Pedagogia do Oprimido”, um método de alfabetização dialético, se diferenciou do "vanguardismo" dos intelectuais de esquerda tradicionais e sempre defendeu o diálogo com as pessoas simples, não só como método, mas como um modo de ser realmente democrático. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da Pedagogia mundial[1], tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. A sua prática didática fundamentava-se na crença de que o educando assimilaria o objeto de estudo fazendo uso de uma prática dialética com a realidade, em contraposição à por ele denominada educação bancária, tecnicista e alienante; o educando criaria sua própria educação, fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído; libertando-se de chavões alienantes, o educando seguiria e criaria o rumo do seu aprendizado.
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Método Paulo Freire: alfabetização pela conscientização
O Método Paulo Freire consiste numa proposta para a alfabetização de adultos, desenvolvida pelo educador Paulo Freire, O método nasceu em 1962 quando Freire era diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife onde formou um grupo para testar o método na cidade de Angicos, RN onde alfabetizou 300 cortadores de cana em apenas 45 dias, isso porque o processo se deu em apenas 40 (quarenta) horas de aula e sem cartilha[1]. Freire criticava o sistema tradicional, o qual utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da escrita. As cartilhas ensinavam pelo método da repetição de palavras soltas ou de frases criadas de forma forçosa, que comumente se denomina como linguagem de cartilha.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.